Com um barquinho de papel, Chico transforma a piscina em um mar de aventuras ao lado do pai.

Agora, a piscina era diferente.
Não era mais um lugar de medo.
Era um lugar de brincar.
Chico chegou correndo.
— Pai! Olha o que eu trouxe!
Era um barquinho de papel.
Pequeno. Branco.
Feito com cuidado.
Ele colocou na água.
O barquinho boiou.
— Ele não afundou!
— É um bom barco — disse o pai.
Chico entrou na piscina.
Sem boia.
Sem medo.
Nadou até o barquinho.
Devagar… mas seguro.
— Capitão Chico pronto!
O pai entrou também.
Fez ondinhas com a mão.
O barco balançou.
— Cuidado com a tempestade! — disse o pai.
Chico riu.
— Segura firme!
Ele nadou atrás do barco.
Empurrou devagar.
Depois puxou.
Depois soprou.
O barco foi longe.
Chico foi atrás.
Rindo. Brincando.
A piscina virou mar.
Virou aventura.
Virou história.
Depois de um tempo, Chico parou.
Ficou boiando.
Olhou pro pai.
— Pai…
— Oi.
— Lembra quando eu tinha medo?
O pai sorriu.
— Lembro.
Chico pensou um pouquinho.
Olhou a água.
Depois disse, baixinho:
— Ainda bem que eu entrei.
O pai chegou perto.
Ficou ao lado dele.
Os dois ficaram ali, quietinhos, na água.
E a piscina, feliz, fez:
plim… plim…
como quem guardava mais uma história.
Fim.
