Chico leva Taila para conhecer Pipoca no castelo encantado e descobre que aventuras são ainda melhores com amigos

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No dia seguinte, Chico mal podia esperar para dormir. Na escola, contou tudo para a Taila, bem baixinho, na hora do recreio.
— Um fantasma? — ela arregalou os olhos. — De verdade?
— Camarada — corrigiu Chico. — O nome dele é Pipoca. Quer conhecer?
Taila pensou um pouco. Depois disse plim, que no idioma secreto dos dois queria dizer “sim”.
Naquela noite, assim que fechou os olhos, Chico já estava de novo no castelo encantado, com a lanterna dourada brilhando em sua mão.
Desta vez, ele não estava sozinho.
— Taila, vem! — chamou Chico, segurando a mão da amiga.
Taila olhou para o castelo com os olhos arregalados. As torres, as bandeirinhas, as janelas acesas.
— É enorme! — disse, encantada.
— E cheio de aventuras! — respondeu Chico, puxando-a pelo corredor iluminado.
Eles subiram escadas em espiral, atravessaram tapetes voadores e passaram por quadros que piscavam. Quando o gato gordo do quadro piscou para Taila, ela piscou de volta.
Taila ria a cada nova surpresa. Mas, quanto mais escuro ficava o corredor, mais forte ela apertava a mão de Chico.
— Está com medo? — perguntou ele.
— Um pouquinho — confessou ela. — Mas só um pouquinho do tamanho de uma formiga.
— Eu também fiquei, da primeira vez — disse Chico. — Depois passou.
De repente, ouviram o barulho familiar:
— Tchic, tchic, tchic…
— É ele! — sussurrou Chico, animado.
— Quem? — perguntou Taila, meio assustada, escondendo-se atrás dele.
Pipoca apareceu flutuando, com seu chapéu engraçado e um sorriso tímido.
— Oi, Chico! Quem é a sua amiga? — perguntou o fantasma, dando uma cambalhota no ar.
— Essa é a Taila. Ela é muito corajosa! — respondeu Chico, orgulhoso.
Taila saiu de trás de Chico devagarinho e olhou desconfiada para Pipoca.
— Você é de verdade? — perguntou, curiosa.
Pipoca riu e piscou um olho.
— Tão de verdade quanto um castelo encantado pode ser!
— Posso encostar em você?
— Pode, mas eu faço cócegas.
Taila esticou o dedo e tocou a pontinha do lençol. Era fresquinho, como encostar numa nuvem.
— Faz cócegas mesmo! — riu ela.
Chico segurou a mão de Taila.
— Ele é camarada. Você vai gostar dele.
Taila sorriu e deu um passo à frente.
— Então vamos brincar?
E foi assim que começou uma noite mágica.
Pipoca ensinou os dois a atravessar paredes de mentira, que eram na verdade cortinas pintadas. Mostrou portas invisíveis, que só apareciam quando alguém dava três batidinhas e dizia “por favor”. E apresentou as estátuas do jardim, que adoravam uma conversa, mas só respondiam com charadas.
— O que é, o que é: quanto mais se tira, maior fica? — perguntou uma estátua de leão.
— Um buraco! — gritou Taila, antes de todo mundo.
O leão fez uma reverência de pedra, crec, e Taila ficou vermelha de orgulho.
No final da aventura, Pipoca fez uma reverência engraçada, tão exagerada que o chapéu caiu.
— Voltem sempre! Aventuras ficam melhores com amigos.
Chico e Taila riram e prometeram voltar.
A amizade, agora, brilhava tanto quanto a lanterna dourada.
Continua.
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