Com a boia, Chico começa a confiar mais e descobre que consegue ir um pouquinho além.

No outro dia, Chico voltou.
Dessa vez, trouxe uma boia colorida.
— Hoje vai ser diferente — disse o pai.
Chico colocou a boia na barriga. Apertou bem.
Entrou devagar… mas já não apertava tanto o pai.
Quando a água subiu, a boia segurou Chico.
E ele… ficou.
Parado.
Boiando.
— Pai! Eu não afundei!
— Viu só?
Chico abriu um sorriso grande.
Mexeu o pé.
Splash!
Depois o outro.
Splash! Splash!
A água pulou em volta dele, fazendo bagunça.
Chico riu.
— Ela tá brincando comigo!
O pai ficou ali, pertinho. Sem sair.
Chico olhou pra frente.
A piscina não parecia tão grande agora.
Parecia… um pouco divertida.
Ele deu um empurrãozinho com o pé.
Foi pra frente.
Um pouquinho só.
Parou.
Olhou pro pai.
— Eu fui!
— Foi sim.
Chico voltou.
Depois foi de novo.
Um pouco mais longe.
E voltou outra vez.
Cada vez mais leve.
Cada vez mais solto.
O medo ainda estava ali… pequenininho.
Mas a coragem já estava maior.
Chico deitou na boia e olhou pro céu.
— Pai… eu acho que estou gostando.
O pai sorriu.
— Eu também.
E a água, lá embaixo, fez:
plim… plim…
como quem concorda.
Continua.
